volúpia

Groaíras, 10/07/17, às 21:21 h

Volúpia era uma jovem senhora ou uma senhora jovem? Não se chega a uma conclusão devido ao estado de espírito e o ânimo que essa criatura encantadora demonstrava, Já estava com quase quarenta anos mas graças a sua boa forma apresentava um corpo de fazer inveja as outras pessoas que adentravam a idade adulta.

Uma das coisas que mais lhe davam prazer era a hora do banho, gostava de sentir a água escorrendo em seu corpo e contornando as curvas que a genética de forma generosa lhe concedeu. Era quase um ritual embaixo do chuveiro, não conseguia descrever a sensação que era espalhar a espuma de sabonete por todo corpo, explorando cada dobra, massageando membro por membro do seu santuário que era como considerava seu corpo.

Após o demorado banho raramente enxugava-se, preferia deixar a pele secar ao vento naturalmente. Saia do banheiro despida e passeava pela casa até chegar ao seu quarto, meio narcisista passava horas e horas em frente ao espelho admirando-se.

Não se achava bonita, apesar que os traços fortes do seu rosto chamavam atenção de todos. Julgava-se atraente e sexy. O que mais gostava de olhar no espelho era as suas ancas, as poucas pessoas que tiveram o prazer de tocar aquela carne diziam que era uma obra de arte, os outros que não puderam ver ou tocar não se contentavam em apenas desejar, e sempre que podiam diziam gracejos para Volúpia que apesar de gostar dos elogios e cantadas baratas que ouvia, preferia ser indiferente para aqueles mais ousados, aumentando assim ainda mais o desejo daqueles desavergonhados.

Era bem verdade que no início de sua juventude deitou-se com vários, apenas por deitar. Muitas das vezes não sentia prazer e aceitava ser cavalgada apenas para satisfazer o ego e aumentar a lista do nome daqueles que a procuravam. De tanto praticar foi tornando-se especialista no assunto, desenvolveu suas próprias técnicas. Algumas vezes praticava sozinha e se tocava bastante, testando onde o toque era mais prazeroso, ultrapassando limites e descobrindo o verdadeiro significado do termo prazer.

Com o passar do tempo veio a independência, aprendeu a dizer não. Assumiu o controle do ato, se não fosse como queria, acabava antes de começar, vestia-se e ia embora. Tesão era apenas falta de controle e amor-próprio.

Da prática sexual o que considerava mais prazeroso era o antes, o final não importava tanto. Desde que as famosas preliminares fossem bem-feita. Dizia que sexo tem: cheiro, sabor. Por isso usava bastante a língua e a boca. Por essa razão, aqueles que tiveram a oportunidade de devorar Volúpia antes do seu amadurecimento relembram com saudosismo o banho de língua que tiveram e não souberam valorizar.

Volúpia descobriu que relação sexual tem que ser prazerosa para ambas as partes envolvidas, que cada gesto ou ato precisa ser concedido e não obrigado, tomado. Os corpos irão devorar-se, desde que seja partilhado um desejo mutuo e nunca mais uma transa egoísta. Ou os envolvidos se conectam e aceitam desvendar os mistérios do corpo um do outro ou então eles nem precisam começar.

“Meu prazer teu prazer” essa passou a ser regra…

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