Cantiga pra ela

Fim de tarde no valão
 Por trás das carnaúbas vejo o sol se escondendo 
 O rádio pendurado na parede toca uma moda triste
A noite chega trazendo tristeza e solidão.

Canto uns versos triste sentado na porteira
Faço um dedilhado choroso na viola parceira
Um cigarro de palha na boca
No canto do olho uma lágrima escorre
Quando lembro da minha amada companheira.

Naquela manhã de agosto
Quase morri de desgosto
Você me deixou e pela ultima vez
Eu vi seu lindo seu rosto.

O Uirapuru voou, 
Minha roseira murchou e o açude secou.
Tudo é lamento, tristeza e dor,
Só o meu amor que não acabou.

Eu que já deitei touro bravo
E montei cavalo sem sela, 
 Agora pereço a falta do sorriso dela.

Eu vou fazer uma cantiga 
Falando do meu amor por ela
Vou cantar em todas as terras desse mundão sem fim
Um dia ela há voltar pra mim.

De tristeza meu coração queima
 Feito terra seca a falta d'água, 
A saudade é mais amarga do que aguardente
 Eu choro na madrugada essa dor clemente.

Tatá Arrasa 

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